Atualmente
os executivos mais valorizados pelas empresas são os que
têm a criatividade bem desenvolvida, que são capazes
de gerar inovações em negócios e produtos.
Mas ser criativo não é apenas uma característica
que diferencia o profissional. É, muitas vezes, o que permite
a ele sobreviver na empresa e reinventar aquilo que sempre fez da
mesma maneira.
Passei por um desafio desses quando trabalhava na Kolynos. Eu acabara
de ingressar na empresa como gerente de marketing da divisão
de produtos para o lar. Estava em lua-de-mel com o trabalho, motivado
e com um desempenho reconhecido. Um ano depois de ter começado,
porém, a empresa vendeu toda linha de produtos. Identifiquei
duas ameaças: ser demitido ou ter meus planos profissionais
interrompidos.
Preparar o currículo, contatar headhunters e procurar um
novo emprego seria repetir um comportamento conservador, que evita
novas idéias. Preferi criar uma oportunidade para minha permanência
na empresa. Mudei o foco da situação, vendo
a empresa não como minha empregadora, mas como uma cliente
para quem eu tinha o desafio de criar um novo "produto"
. Questionei: "O que posso oferecer à minha cliente
que ninguém ainda ofereceu?" Usando o processo criativo,
identifiquei uma oportunidade de mercado em países sulamericanos.
Dessa vivência, tirei várias lições que
hoje transmito em palestras e workshops sobre criatividade e inovação.
Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que o medo é
companheiro
do fracasso. Dos medos que temos, 90% não acontecem e os
10% restantes nunca são tão ruins quanto imaginávamos.
Temos de superar esses medos para ter idéias. O próximo
passo é levantar a maior quantidade possível de informações
referentes à idéias, selecionar a melhor e preparar
um plano de ação. E não se pode esquecer da
iniciativa para apresentar a idéia, o que significa estar
preparado para receber críticas construtivas e destrutivas.
É preciso ter energia para enfrentar reações
do tipo "sua sugestão vai trazer mais problemas do que
vantagens", "nunca precisamos disso antes" ou ainda
"você não poderia ter uma idéia melhor
do que essa?"
O
potencial criativo existe em todos nós. Ele é altamente
desejado pelas empresas, pois permite aos funcionários iniciar
projetos, buscar oportunidades, resolver problemas, enfrentar concorrentes
e muito mais. Muitas corporações já identificaram
a correlação entre inovação e sucesso
e estão empenhadas em desenvolver o potencial criativo de
suas equipes. E cada vez mais pessoas percebem que, se estiverem
treinadas para gerar idéias inovadoras, será bem mais
fácil solucionar os problemas e aproveitar as oportunidades
que surgem a cada momento. A propósito, minha idéia
de explorar novos mercados me permitiu desenvolver e gerenciar uma
nova área na Kolynos com sucesso por oito anos. Mais tarde,
empreguei o processo criativo para iniciar uma nova carreira profissional:
a de conferencista e escritor sobre criatividade e inovação.
Sempre existe algo novo a ser descoberto que lhe fará feliz.
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